sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Assombrados pelos desfalques, Paraná e Vitória duelam em Curitiba

30/09/2011 07h00 - Atualizado em 30/09/2011 07h00

Tanto o Vitória, quanto o anfitrião Paraná tiveram que lidar com os lesionados, antes de montar a escalação para o confronto dessa sexta-feira

Por Eric Luis Carvalho e Gabriel Hamilko Salvador e Curitiba
O Paraná Clube recebe o Vitória nesta sexta-feira e os times vão protagonizar um duelo dos desfalcados. No total, somando as duas equipes, são dez jogadores que deixarão de participar do jogo. Trabalho extra para os treinadores, que quebraram a cabeça para montar suas respectivas equipes durante a semana.
Lima Paraná x Vitória (Foto: Ag. Estado)No primeiro turno, o Vitória ganhou por 1 a 0,
jogando na  Bahia (Foto: Agência Estado)
Se na escolha das escalações as duas equipes têm algo em comum, o espírito pré-jogo é totalmente diferente. No anfitrião Paraná Clube, o clima é de decepção e muita pressão, após a derrota de virada para o Icasa e o sonho cada vez mais distante do G-4.
O Tricolor Paranaense está na 10ª colocação com 35 pontos e o elenco até admiti que o Paraná precisa começar a ficar atento com o Z-4.
Grupo de acesso está mais próximo do Vitória. O clube baiano ocupa a sétima posição, com 39 pontos, cinco abaixo do G-4 e o clima é de confiança após derrotar a Ponte Preta, na terça-feira. Outro fator motivador para a equipe de Salvador é o retrospecto. No primeiro encontro entre as duas equipes na Série B deste ano, Neto Baiano fez o gol que deu a vitória do time. (Veja o vídeo abaixo)
Apesar dos desfalques, equipes prontas
No Paraná Clube, o técnico Guilherme Macuglia vai apostar em caras novas para tentar impor um novo ritmo para a equipe. Sem o meia Dinélson, o treinador pode colocar Oliveira ou Marquinhos Carioca, que foi promovido dos juniores.
No setor defensivo, outras novidades serão testadas por Macuglia. O volante Silvio entra na vaga de Maycon Freitas e o zagueiro Edson Rocha no lugar de Brinner. Na lateral esquerda, Lima retorna, colocando Gleidson no banco de reservas.
O provável time titular paranista será formado por: Luis Carlos; Marquinhos, Edson Rocha, Flávio Boaventura e Lima; Silvio, Itaqui, Packer e Oliveira (Marcos Carioca); Borebi e Hernane (Igor).
No lado baiano, Vagner Benazzi não poderá contar com os machucados Fernandinho, Preto, Neto Coruja e Chiquinho, além dos suspensos Alison, expulso contra a Ponte, e Fábio Santos, que recebeu o terceiro cartão amarelo na última partida.
No entanto, o treinador do Vitória terá à disposição alguns reforços. O goleiro Fernando, que não atuou na terça-feira, retorna ao time. Além do goleiro, Elton, deve atuar na lateral esquerda. O jogador não atua desde dez de março, quando rompeu os ligamentos cruzamentos do joelho. No entanto, a principal novidade do time deve ser a estreia do experiente Gilberto, que chegou ao time nesta semana. O time que entra em campo deve ser formado por Fernando, Nino, Jean, Mauricio e Elton; Zé Luis, Charles Vagner, Geovanni e Gilberto; Marquinhos e Neto Baiano.
Paraná e Vitória se enfrentam às 20h30m (de Brasília), no estádio Vila Capanema, em Curitiba. O duelo terá como árbitro o paulista Gutemberg de Paula Fonseca, que conta com o auxílio do conterrâneo Eduardo de Souza Couto e do carioca Gilberto Stina Pereira. O Premiere FC transmite o jogo, que pode ser acompanhado pelo Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM, a partir das 20h.

Fonte:globoesporte.com

À espera de luvas, Lomba apela: 'Pede para acabar a greve dos Correios'

29/09/2011 19h38 - Atualizado em 29/09/2011 19h38

Com apenas dois pares de luvas em casa, goleiro espera chegada de nova remessa

Por Raphael Carneiro Salvador
A greve dos funcionários dos Correios, que teve início no dia 14 de setembro, tem prejudicado quem espera as contas, cartas e encomendas. Uma destas pessoas é o goleiro líder na disputa do Troféu Armando Nogueira, Marcelo Lomba. O jogador do Bahia fez um pedido de novas luvas para seu patrocinador, mas o material ainda não chegou em Salvador por conta da paralisação do órgão federal.
Marcelo Lomba fez um pedido especial depois do treino secreto desta quinta-feira. Após a coletiva de imprensa, o jogador brincou:
- Pô, faz um apelo aí para a greve dos Correios acabar porque eu estou sem luva. Ainda mais que as usadas eu dou para os meninos da base.
 marcelo lomba bahia (Foto: Raphael Carneiro/Globoesporte.com)Goleiro do Bahia não recebeu novas luvas por causa da greve (Foto: Raphael Carneiro/Globoesporte.com)
O goleiro contou que está somente com dois pares de luva. Um par ele utiliza durante os treinamentos e o outro durante os jogos. Segundo Lomba, as luvas suportam quatro partidas em boas condições. Depois disso, é preciso trocá-las.
- Eu já fiz o pedido para o fornecedor e eles enviaram chuteiras e luvas. Só que isso já tem duas semanas e não chega nada por causa da greve. Mas sei que tem uma reunião hoje e pode acabar.
Só que a esperança de Marcelo Lomba não se confirmou. Apesar de a direção dos Correios ter confiado em um acordo ainda nesta quinta-feira, os trabalhadores decidiram manter o movimento.

Fonte:globoesporte.com

Aposentado, Preto Casagrande faz estágio no Flu e sonha virar treinador

30/09/2011 09h20 - Atualizado em 30/09/2011 11h53

Ex-apoiador lamenta lesão que o fez encerrar precocemente a carreira e diz ter saudades do futebol. Próxima parada será Botafogo do primo Caio Jr.

Por Edgard Maciel de Sá Volta Redonda
Uma lesão em abril de 2007 fez o apoiador Preto Casagrande encerrar precocemente a sua carreira, aos 32 anos. Mas os ligamentos rompidos no tornozelo esquerdo não foram capazes de afastar o ex-jogador do mundo da bola. Ele começou nesta semana um estágio nas Laranjeiras com o objetivo de um dia se tornar treinador. E mostrou ser um aluno aplicado ao acompanhar a delegação do Fluminense até Volta Redonda, onde o Tricolor iniciou nesta quinta-feira a sua preparação para a partida contra o Santos, sábado, às 18h (de Brasília), no Estádio Raulino de Oliveira. A próxima parada de Preto será no Botafogo, atualmente comandado por Caio Jr, seu primo de primeiro grau.
preto casagrande fluminense estagio (Foto: Edgard Maciel de Sá / GLOBOESPORTE.COM)Preto Casagrande, à direita, acompanha o treino do Fluminense, em Volta Redonda, ao lado de dirigentes tricolores (Foto: Edgard Maciel de Sá / GLOBOESPORTE.COM)
Jogador do Fluminense na temporada de 2005, quando por coincidência o técnico também era Abel Braga, Preto acompanhou todos os treinos da semana nas Laranjeiras. Na última quinta, esteve no Raulino de Oliveira para acompanhar as últimas atividades antes da partida contra o Santos. Nas mãos, blocos e canetas para anotar todos os passos da movimentação no gramado. Um esforço que se resume a três palavras: saudade do futebol.
- Joguei profissionalmente por 15 anos. E parei de jogar precocemente por causa de uma lesão. É uma situação que requer um trabalho psicológico grande. Um momento até dificil de explicar. Depois de romper os ligamentos do tornozelo no Bahia, em 2007, ainda tentei voltar a jogar no Volta Redonda, em 2009. Mas não deu. Não tinha mais sustentação no tornozelo. Foi quando fui ser empresário em Salvador. Tenho uma rede de postos de combustível. Fiquei dois anos afastado do futebol. Até trabalhei na imprensa esportiva, mas vi que não era isso que eu queria. Estive no Flu há um mês e o Abel disse que assim que a equipe tivesse uma semana livre de treinos eu poderia acompanhar de perto. Aproveitei essa oportunidade para decidir o que eu realmente quero - explicou Preto, hoje com 36 anos, revelando que o Botafogo é o próximo de sua lista.
- Caio Jr. é meu primo de primeiro grau. A mãe dele é irmã do meu pai. Assim que o Botafogo tiver uma semana livre vou para lá - disse.
Na minha concepção, o ponto principal do treinador é a gestão de vaidades. Isso é primordial. E, nesse quesito, Abel é um dos melhores do Brasil. Trabalhei ainda com outros grandes técnicos, como Luxemburgo e Autuori. Tento tirar o melhor de cada um para o meu futuro"
Preto Casagrande, 36 anos, ex-jogador
Na visão do ex-jogador, uma das grandes missões de um treinador é saber gerir as vaidades do elenco. E para Preto, Abel é um dos melhores nesse quesito no país.
- Para mim é uma satisfação enorme estar ao lado da comissão técnica do Abel, que eu conheço bem de 2005. Serve de aprendizado. Ver as decisões do dia a dia, os detalhes... Na minha concepção, o ponto principal do treinador é a gestão de vaidades. Isso é primordial. E, nesse quesito, Abel é um dos melhores do Brasil. Trabalhei ainda com outros grandes técnicos, como Luxemburgo e Autuori. Tento tirar o melhor de cada um para o meu futuro - explicou.
A partida desse sábado, entre Fluminense e Santos, terá ainda um sabor especial para Preto. Frente a frente estarão dois dos clubes mais importantes de sua carreira. Antes de chegar às Laranjeiras, o ex-jogador foi o camisa 10 do clube santista na conquista do título brasileiro de 2004. A semana de estágio no Rio, no entanto, pesará na hora da torcida.
- Foram realmente dois anos fantásticos na minha carreira: 2004 e 2005. Guardo com muito carinho as lembranças. Fluminense e Santos são clubes em que tenho as portas abertas. Fico muito a vontade para dizer que fui feliz em ambos. Mas Abel está me dando uma atenção que eu não imaginava. Até sai para comprar uma garrafa de vinho porque sei que ele gosta (risos). Por essa semana no Rio, vou torcer pelo Flu - revelou.

 Fonte:globoesporte.com

Vídeo mostra a semelhança dos atletas reais e virtuais em FIFA 12 e PES 2012

29/09/2011 14h39 - Atualizado em 29/09/2011 14h39

Alexandre Silva Para o TechTudo

Estamos perto do lançamento de FIFA 12 e PES 2012, e qual é o seu jogo favorito? Essa pergunta geram muitas discussões entre os fãs da série, mas ambas as franquias possuem milhões de seguidores em todo o mundo, e cada uma delas se destaca em características diferentes.
Comparação entre PES 2012 e FIFA 12 (Foto: Divulgação)Comparação entre PES 2012 e FIFA 12 (Foto: Divulgação)
Mas uma coisa os dois jogos possuem em comum: o realismo gráfico dos jogadores em campo. O processo de captura de movimentos é realizado com os verdadeiros atletas, e seus movimentos são recriados com a máxima exatidão possível. Suas feições também são capturadas por computador e assim o rosto dos personagens são modelados um por um, em um processo bem demorado.
Qual o resultado de todo esse trabalho? A fidelidade na aparência dos jogadores, que é demonstrada cuidadosamente no vídeo a seguir, com imagens do PES de um lado e do FIFA do outro lado, e a foto verdadeira do jogador ao centro.
FIFA 12 também será lançado para Mac, conforme anúncio da Electronic Arts realizado durante essa semana, sendo que essa será a primeira vez que a franquia de futebol da EA será lançada em uma plataforma da Apple. Por fim, em PES 2012, uma atualização foi confirmada pela Konami, que irá adicionar duas funções interessantes para os jogadores: o 3D e a versão beta do myPES, a rede social para fãs da série.

Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fG_psG0GH7A


Fonte:globoesporte.com

'Achei!' Em seu 18º clube, Marcelo Ramos busca o gol de número 500

30/09/2011 09h36 - Atualizado em 30/09/2011 11h14

Atacante diz que soma 458 na carreira, a maioria marcada com as camisas de Bahia e Cruzeiro, clubes com quem tem maior identidade

Por Fred Gomes Rio de Janeiro
Um dos maiores goleadores dos anos 1990 e 2000, o atacante Marcelo Ramos segue em atividade no futebol brasileiro. A busca por uma "marca redonda", segundo o jogador de 38 anos, é seu principal combustível para continuar jogando. Seu novo desafio é o Itumbiara-GO, que ajudou a conseguir o acesso na Segunda Divisão de Goiás e atualmente disputa a Série D do Brasileirão. O acerto com o clube (o 18º de sua carreira) tem como principal meta os 500 gols - de acordo com as contas do próprio, faltam 41. Em quatro jogos pelo Tricolor da Fronteira, ele soma um, feito no empate por 1 a 1 com o Gama, no dia 27 de agosto.
- O meu grande objetivo é parar com pelo menos 500 gols. Assim, eu poderia falar no momento da minha aposentadoria: "Pronto, fechei com número redondo." Faltam 41 e acredito que consigo isso até o fim do ano que vem. Foram 162 pelo Cruzeiro, 128 pelo Bahia, 43 pelo Santa Cruz, 10 pelo Palmeiras, apenas dois pelo Corinthians... É muita coisa (risos), acabo perdendo as contas. Não lembro direito o número de gols que marquei nos outros clubes. É legal que fui homenageado pelo Atlético-PR quando marquei o gol 400 e no Ipatinga quando fiz o 450 - recordou o jogador de 38 anos, por telefone.
Marcelo Ramos no banco de reservas (Foto: Tom de Oliveira / Revista Postura)Marcelo Ramos diz que perde as contas dos gols que já marcou (Foto: Tom de Oliveira / Revista Postura)
A escolha pelo Itumbiara, segundo Marcelo, foi feita devido ao fato de o clube ter uma tradição recente de apostar em grandes jogadores.
- Eles já contrataram Denílson, Túlio, Geraldo, Edmundo - enumerou.
Problema no STJD pode atrapalhar Marcelo na busca pelo gol 500
Classificado à segunda fase da Série D com a mesma pontuação do Anapolina no Grupo A5, porém com um gol a mais de saldo, o Itumbiara ainda pode ser eliminado da competição. Na terça-feira, o STJD anulou a partida entre Anapolina e Tocantinópolis.
No duelo em questão, o Anapolina vencia por 4 a 1 e levaria a vaga do Itumbiara caso chegasse a uma diferença de quatro gols. A partir daí, jogadores do Tocantinópolis, àquela altura com dois expulsos e três substituídos, caíram no gramado e a equipe acabou ficando com seis em campo, um a menos do que o mínimo permitido. A CBF remarcou Anapolina x Tocantinópolis para o próximo dia 5. Caso alcance a vantagem de quatro gols, o Anapolina entra na vaga do Itumbiara, que inclusive já venceu na disputa da segunda fase.
Quase parou na Terceira de Minas Gerais
Marcelo Ramos com as taças (Foto: Divulgação)Ele passou pelo Araxá, mas não somou gols feitos
em jogos-treinos na contagem (Foto: Divulgação)
Vale destacar que Marcelo Ramos recebeu a proposta dos goianos às vésperas de iniciar a disputa da Terceira Divisão mineira pelo Araxá Esporte Clube. Ele reconhece que a questão financeira também pesou na opção.
- Eu ia jogar pelo Araxá, mas a proposta financeira do Itumbiara era bem melhor e temos boas chances de subir no Goiano e na Série D. Esses são outros objetivos que tenho. Participei de jogos não oficiais pelo Araxá, marquei gols e acabei chamando a atenção do Itumbiara - prosseguiu.
Não tenho mais o mesmo pique, porém sei me posicionar e sigo marcando meus gols. Por isso, sei que não vou ficar me arrastando"
Marcelo Ramos
Questionado se os 38 anos o impedem de ter um futebol de alto nível, Marcelo é sincero e admite que não tem mais pique para Série A ou Série B do Brasil. Posicionamento, experiência e uma boa forma física, entretanto, lhe garantem um espaço, na visão do jogador, em torneios inferiores.
- Eu sei que há uma diferença em relação à Primeira ou Segunda Divisão. Na minha faixa etária, acredito que só temos no Brasil o Rivaldo e o Iarley. Mas não vou me arrastar, estou bem fisicamente e tenho um bom posicionamento. Creio que é mais fácil para um atacante jogar até uma idade mais avançada, o importante é marcar os gols. Isso acho que ainda tenho condições de fazer tranquilamente. Outra motivação é mostrar que ainda tenho lenha para queimar - analisou.
Clubes do coração
Marcelo ainda tratou de revelar os dois clubes que ocupam a maior parte do seu coração: Bahia e Cruzeiro. Veja ao lado um dos gols mais importantes da carreira do jogador, o do título da Copa do Brasil de 1996, no Palestra Itália, contra o Palmeiras.
- Não tem como ser diferente. Foram 162 gols pelo Cruzeiro e outros 128 pelo Bahia. É mais da metade do que fiz em toda minha carreira. Fui campeão diversas vezes pelo Cruzeiro, sou o quinto maior artilheiro da história do clube. Do Bahia sou o quinto maior. Essas coisas me enchem de orgulho. Nesses dois clubes vivi as melhores coisas da minha carreira - concluiu Ramos, que também nutre um carinho pelo Santa Cruz, onde terminou como artilheiro do Pernambucano por duas vezes (em 2007 e 2009).

Fonte:globoesporte.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Joel Santana vê decisão contra o Avaí: ‘É um jogo chave para nós’

28/09/2011 11h20 - Atualizado em 28/09/2011 15h40

Treinador mantém foco nos 45 pontos e encara partida deste sábado como uma decisão para o Tricolor

Por GLOBOESPORTE.COM Salvador
joel santana técnico do bahia (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Treinador quer ver o Bahia abrir distância sobre o Avaí
(Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)
Em busca dos sonhados 45 pontos, Joel Santana vê, contra o Avaí, uma partida decisiva para as pretensões do Bahia. Segundo o treinador, cada partida do Tricolor até o final da competição, será encarada como uma final, mas o confronto deste sábado, às 18h (horário de Brasília), terá um sabor diferente pelo fato de o Avaí ser um adversário direto na luta contra o rebaixamento.
- Estamos fazendo a conta de fazer mais 15 pontos. O que não podemos é deixar de pontuar. É um dos jogos que a gente considera chave para nossas pretensões. Não será fácil, mas uma vitória nos deixaria com uma vantagem muito grande diante deles, e não vai ter mais o confronto direto. Aí você passa o problema para eles resolverem do outro lado.
Para o treinador, o Bahia não está sendo “guloso” nas contas. No pensamento de Joel, o número mágico, que livra o time de qualquer possibilidade de rebaixamento, deve ser alcançado de forma natural.
- Não estamos nem com olho grande. Estamos querendo que as coisas aconteçam. Vão ser dois meses de muito sacrifício. A partir de agora, cada jogo para nós vai ser uma decisão – definiu o treinador.
 
Fonte:globoesporte.com

Filme 'Bahêa Minha Vida' faz Joel reviver emoções e encanta jogadores

28/09/2011 16h43 - Atualizado em 28/09/2011 17h05

Treinador e alguns atletas do grupo tricolor assistiram ao filme, que conta os 80 anos da história do clube. Película entra em cartaz nesta sexta

Por Eric Luis Carvalho Salvador
11 de agosto de 1994, um dia que ficou marcado na vida de Joel Santana e de milhões de torcedores do Bahia. O gol de Raudinei, marcado ao 43 minutos do segundo tempo do Ba-Vi de maior público da história, deu ao Bahia o título de campeão estadual daquele ano e, a Joel, uma das maiores emoções da carreira.
- É um gol que faz tempo que eu não vejo, mas está gravado na memória. Jamais esquecerei. É um fato que faz parte de uma história e nos deixa muito orgulhosos – disse Joel nesta quarta-feira, minutos antes de entrar na sala de cinema para assistir ao filme “Bahêa Minha Vida”, que ilustra os 80 anos de histórias do Bahia e, entre momentos importantes, relembra o título de 94.
titi, marcelo guimarães filho, avine e nen do bahia na sessao de bahea minha vida (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Titi, o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, Ávine e Nen assistiram ao filme 'Bahêa Minha Vida' nesta quarta-feira (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)
Além de Joel, alguns jogadores do Bahia assistiram nesta quarta a uma sessão especial do filme reservada apenas para a diretoria, membros da comissão técnica e atletas. Júnior, Titi, Dodô, Omar, George, Nen e o lateral Ávine, que também é personagem do filme, estiveram no evento.
Em 100 minutos, a história do Bahia é contada desde o seu nascimento, em 1931, até hoje, através de depoimentos de ex-jogadores, jornalistas, pesquisadores, atletas em atividade e, principalmente, de torcedores, os grandes protagonistas da película. Primeiro longa do baiano Márcio Cavalcante, "Bahêa Minha Vida" marca vários gols de placa. Entre os destaques da obra, estão imagens raras das partidas entre Bahia e Santos da final da Taça Brasil de 59. As imagens da partida da Vila Belmiro foram compradas junto a uma produtora, enquanto as raríssimas imagens do jogo da Fonte Nova foram achadas no acervo do governo do estado.
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marcio cavalcante, diretor do filme bahea minha vida (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Diretor do filme, Márcio Cavalcante, exibe com orgulho um cartaz da película (Foto: Eric Luis Carvalho / Globoesporte.com)
O astro Joel
Personagem da história tricolor, Joel também dá seu depoimento no filme. Acostumado aos holofotes, o treinador não mostrou muita surpresa ao se ver na telona. Mas, em outros momentos, ele se deixou levar pela emoção da obra. Na primeira e arrepiante cena com as vozes dos torcedores nas arquibancadas, Joel se acomoda na cadeira. Olhos vidrados na tela.
joel santana na sessao de bahea minha vida (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Joel é uma das estrelas do longa-metragem (Foto:
Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)
Nos emocionantes encontros entre os jogadores do título da Taça Brasil de 59, e entre Bobô e Lourinho, Joel parece se emocionar. Coceira nos olhos, visão cerrada. No final, uma saída à francesa, e uma rápida declaração.
- É um filme que fala de muita paixão. O Bahia é uma grande paixão – disse o treinador
Jogadores se encantam com a história
Depois da exibição do filme, os jogadores conversaram com a imprensa. Um dos mais emocionados foi o capitão Titi.
- Eu só posso dizer que estou sem palavras para descrever o que representou esse filme. Nós somos apenas coadjuvantes dessa história onde o torcedor é protagonista. Faltam palavras para dizer. É grandioso demais. Para mim, é inexplicável. Sem dúvida, eu saio daqui ainda mais apaixonado – disse o zagueiro.
Para o defensor, os demais jogadores devem assistir ao filme para conhecer a história do clube.
- Eu, como capitão e líder do time, tenho que indicar o filme ao pessoal, porque é algo muito grandioso. Eu, que sou gaúcho, virei baiano – brincou.
junior atacante do bahia na sessao de bahea minha vida (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Atacante Júnior se encantou com a história tricolor
(Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)
O atacante Júnior foi outro bastante empolgado com o que viu.
- Só posso falar uma coisa: deu vontade de sair da sala do cinema e ir direto para o estádio jogar. Estou na Bahia há quase dois anos. Saber da grandeza que o Bahia representa e ver o que o povo está sentindo é algo que tem ser respeitado – disse o camisa 99.
Capitão do Bahia que conquistou o acesso para a Série A em 2010, o zagueiro Nen também aprovou a produção.
- O filme é muito bom. Alem disso, é gratificante saber que você faz parte desta história. O filme é bom para aprender mais sobre a história do Bahia – disse Nen.
Jogador que viveu altos e baixos no Bahia, o lateral Ávine foi personagem do filme e, durante a exibição da obra, não segurou as lágrimas e chorou.
avine, lateral do bahia, na sessao de bahea minha vida (Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)Personagem do filme, Ávine chorou durante o filme
(Foto: Eric Luis Carvalho/Globoesporte.com)
- Não deu para segurar. Chorei no ombro da minha esposa. Foi bonito, muito legal. Só posso agradecer a Deus por fazer parte desta história, que agora tem que continuar. É legal, porque todo mundo vai poder conhecer a fundo a história do Bahia e da torcida. E é importante que os jogadores assistam e possam ver o que eles estão representando.
"Bahêa Minha Vida" estreia em circuito nacional nesta sexta-feira. Alguns dos horários de exibição em Salvador já estão esgotados desde o começo da semana. A expectativa é de que a torcida tricolor, acostumada a bater recordes de público nas arquibancadas, mostre a sua força também nas bilheterias dos cinemas e, desta vez, com o reforço de todos aqueles que amam futebol.

O GLOBOESPORTE.COM assistiu ao filme. Saiba o que você vai encontrar nos cinemas de todo país, a partir desta sexta-feira.
Bahêa, a vida de todos
Por Gabriel Gonçalves, do Globoesporte.com
“Bahêa Minha Vida” pode ser descrito de duas formas. Na teoria, é um documentário, dirigido por Márcio Cavalcante, que mostra a relação entre o Esporte Clube Bahia e sua torcida. Na prática, é uma história de amor, contada pelas várias partes envolvidas: jogadores, ex-jogadores, torcedores – famosos e anônimos -, historiadores, pesquisadores e jornalistas.
O documentário começa com a relação que o brasileiro tem com o futebol e, a partir daí, faz o recorte do Bahia. Através de depoimentos de torcedores, ex-jogadores e jornalistas, a história do tricolor é contada brevemente, partindo de sua fundação. Apesar de a parte histórica ser irrepreensível, não há como negar que o tesouro escondido no filme, e objeto da maior parte da obra, é a imersão feita na torcida do Bahia.
Mais do que histórias dos torcedores, o que se vê em “Bahêa Minha Vida” são histórias de vida de pessoas apaixonadas pelo clube. O filme até tenta, em vão, buscar depoimentos que expliquem a relação que o torcedor tem com o Bahia, mas, como já era previsto, não consegue encontrar o motivo. E isto só aumenta a carga emocional da produção. Em determinado trecho, o ex-goleiro Renê acerta na mosca:
- Peço até desculpas por chamar a torcida do Bahia de "torcida", porque deveriam inventar outro nome para aquilo - diz o arqueiro, no filme.
Independente do time do coração do telespectador, a película promete emocionar, já que o que se vê na tela são reproduções do que há de melhor no comportamento humano. Assista “Bahêa, Minha Vida” sem medo. Não importa para qual time você torça. Não importa nem se você gosta de futebol, pois o que está em questão aqui é algo maior.

FOnte:globoesporte.com