Foto: Andréa Farias
René reclamou da marcação da equipe no primeiro tempo
miro.palma@redebahia.com.br
“Nosso time foi muito mole”. Desse jeito, logo depois do jogo, o meia Maranhão definiu a derrota de 2x0 contra o Grêmio, domingo. Verdade... Em três jogos na Série A, sete gols sofridos e a marca de terceira pior defesa entre os 20 clubes. Só América-MG (8) e Avaí (10) levaram mais.
Enquanto a torcida suplica por reforços no setor defensivo, o presidente Marcelo Guimarães Filho adiantou que só pensa em um atacante para disputar posição com Souza.
O único jeito, então, é se virar com as opções do elenco de 38 jogadores. O problema, porém, é o estilo de cada um.
Marcone e Fahel, titulares com características de saída de bola, possuem a concorrência de Boquita, Diones e Hélder, de perfil similar. Já o colombiano Mosquera, o mais pegador de todos, não agradou nenhum técnico e sequer foi relacionado para o banco de reservas. Ele treina no Fazendão desde 22 de fevereiro.
Na defesa o problema é semelhante. Titi, 28 partidas na temporada, ainda não encontrou o parceiro ideal. Thiego, que volta contra o Atlético Mineiro, Danny Morais e o escorado Nen já tentaram sem sucesso. Isso sem falar em Luizão, que pediu para rescindir o contrato após o estadual. Os recém-chegados Diego Jussani e Paulo Miranda ainda esperam uma oportunidade.
Previsível
Após a derrota de domingo, René Simões tratou logo de mandar um recado para os jogadores. “Marcamos com o olho. Se você marca assim um time qualificado, o desastre é previsível”, avaliou.
A frase repercutiu rapidamente e o capitão Titi tentou acalmar os mais desanimados. “Sofremos gols em momentos de desatenção. Isso não pode mais acontecer. Nós precisamos trabalhar e pedir paciência ao torcedor”.
Apesar dos 35 gols tomados em 29 jogos no ano, a torcida tricolor parece estar disposta a dar mais um voto de confiança para o setor defensivo.
Até ontem, 13 mil ingressos haviam sido vendidos para o duelo contra o Galo, domingo. As vendas seguem na Sede de Praia da Boca do Rio, nas lojas Viva Bahêa, na Pituba, e Golaço, no Comércio, de 9h às 17h. Preço: R$30 e R$60 (cadeira).
Fonte: www.correiodabahia.com.br
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